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Os negócios na era pós-digital: entrevista com Walter Longo

Foto: Divulgação

No currículo, Walter Longo é publicitário e administrador de empresas, mas no dia a dia é empreendedor digital que virou conferencista internacional. Paulistano, considerado um dos maiores especialistas em comunicação e interatividade do Brasil, ele é um dos palestrantes confirmados para a 7a edição da Feira Brasileira do Varejo, que acontece em maio, no Centro de Eventos FIERGS.

Confira a entrevista que ele concedeu para a revista Conexão Varejo, do Sindilojas Porto Alegre

Qual a importância de se manter em constante atualização no mercado atual?
Antigamente, a vida era dividida em três principais momentos: brincar, estudar e trabalhar. Na era pós-digital, passaremos a fazer essas três ações juntas e para sempre. Ou seja, vamos passar a vida toda brincando, estudando e trabalhando. É um processo de evolução rápido e que exige constante busca pelo aprimoramento, principalmente para os negócios. No setor de varejo e outras áreas, a verdade é que antes a gente tinha que andar para não ficar no lugar, hoje a gente tem que correr para não sair do lugar.

Como dividir o tempo de forma responsável entre pendências e tendências?
As pendências hoje em dia têm um volume tão grande que não conseguimos olhar as tendências. Vivemos um momento mercadológico em que os negócios estão com margens decrescentes e complexidade crescente. Por isso, empresários e executivos ficam mais preocupados com o fim do mês do que com o fim do mundo. No entanto, se a gente não olhar para a frente, nosso negócio não terá futuro. Então é importante estarmos focados no presente, mas com os olhos no futuro. Não adianta pensar na pendência se é a tendência que vai nos eliminar do jogo. Por isso, é fundamental executar as pendências, mas sempre reservar um tempo no dia a dia para pensar e analisar as tendências.

O que caracteriza e quais os principais desafios da era pós-digital para as empresas?
A era pós-digital trouxe características que são importantes e que mudam o cenário dos negócios. A primeira é a efemeridade, porque estamos em um mundo cada vez mais mutante e em transformação. A segunda é a individualidade, com um consumo muito mais personalizado, em que as pessoas ganharam o poder de decidir o que querem consumir, e isso exige das empresas uma relação individual para cada cliente. Por isso, esqueça criar uma estrutura voltada para a média de público, porque cada um tem um nível de exigência. A terceira é a sincronicidade, ou seja, os clientes querem ouvir apenas o que eles querem naquele momento. Pessoas não são, pessoas estão.

“Para que um negócio tenha alma digital, é preciso alterar sua forma de gestão, e não apenas a comunicação com o mercado”, diz Walter Longo.

Para você, existe lugar no futuro para empresas que não colocarem a tecnologia como pilar importante do negócio? Por quê?
É mais do que tecnologia, é big data. Esse armazenamento e levantamento de dados será o centro dos negócios daqui para a frente, pois vai indicar o que falar com cada cliente, o local da próxima loja, como montar a estratégia do display em seu estabelecimento.

O que você considera fundamental para que uma companhia permaneça no mercado nesta era pós-digital?
Tecnologia é essencial, mas não o suficiente. Tão importante quanto ferramentas ou armas digitais é a empresa desenvolver uma alma digital. Isso significa entender a efemeridade, não ter estruturas hierárquicas em forma de pirâmides e comando único, empoderar a ponta para que tomem decisões, colocar mulheres no comando, porque elas são digitais e eles analógicos. Ou seja, o negócio deve alterar a forma de gestão e não apenas a comunicação com o mercado.

Como fundador da primeira agência brasileira de branded content (conteúdo de marca), como você avalia a construção de conteúdo relevante para as marcas atualmente?
Se antes as marcas precisavam entender de negócios, agora precisam entender de pessoas. Hoje em dia todos querem conteúdo específico de acordo com o momento em que estão vivendo. Não existe mais o conceito de público, existem pessoas.

O que espera encontrar na Feira Brasileira do Varejo e o que está preparando?
Minha apresentação será sobre varejo na era pós-digital e espero encontrar a mesma plateia gaúcha de sempre, absolutamente profissional e evoluída, mas agora com uma motivação maior para aceitar as mudanças e se aproveitar delas.

A palestra de Walter Longo é a abertura do terceiro dia de Congresso Brasileiro do Varejo, 30 de maio, às 9h30. Clique aqui e garanta já a sua presença! 

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