POR DENTRO DA FBV

“O que a violência separa não são corpos, são comunidades”, aponta Santiago Uribe, do Escritório de Resiliência de Medellín

Na 7ª Feira Brasileira do Varejo, o antropólogo colombiano apresentou as estratégias que transformaram a cidade mais violenta do mundo em um polo de inovação.

Na tarde desta quinta-feira (30), a 7ª Feira Brasileira do Varejo contou com a palestra do antropólogo colombiano Santiago Uribe, diretor do Escritório de Resiliência de Medellín.  Com o tema “Medellin Transformación Urbana Y Social – Una Expresión de Resiliência”, apresentou o case da cidade que, em três décadas, saiu da primeira posição do ranking das mais violentas do mundo e se tornou um modelo de inovação e resiliência.

O Escritório de Resiliência de Medellín faz parte de uma rede de cidades selecionadas – entre as quais está Porto Alegre/RS – que trabalha para buscar soluções resilientes às adversidades existentes. “Hoje, as cidades requerem aprender umas com as outras para saber como fazer e o que não fazer”, destaca Uribe. Para o antropólogo, a cidade não é definida somente por edifícios, mas sim como lugar de troca, de segurança e de oportunidades: “Nós nos reunimos para compartilhar, inspirar e para aprender em todas as direções”.

Segundo ele, a realidade contemporânea de muitas cidades é composta de relações complexas de desigualdade, exclusão e informalidade. Essa estrutura cria o espaço que a violência precisa para se instaurar: “Os criminosos também nascem dos sistemas de governança das cidades”. Nesse ciclo vicioso, perdem-se as pessoas e, com elas, projetos de vida. “Cada pessoa é um patrimônio da humanidade”, destaca Uribe. O poder da violência, conforme explica o palestrante, está na desconstrução de comunidades e, por conseguinte, de sua economia: “O que a violência separa não são corpos, são comunidades”.

Em Medellín, Uribe e sua equipe reuniram representantes de diferentes segmentos em Fóruns Alternativos para o Futuro com o objetivo de buscar soluções, uma iniciativa semelhante ao Poa Inquieta. “Há uma grande diferença de conversar sobre o problema de uma cidade e de pensar em soluções para a construção de futuro para uma comunidade”, ressalta. Sobre sua experiência neste sentido, enfatiza: “Começamos por um sistema de transporte integrado que conectava as pessoas com oportunidades de troca de informações culturais”. Uribe destaca que Medellín tem uma mensagem importante para o mundo: “A cidade pode contar como foi uma das maiores transformações sociais e econômicas do mundo”. E conclui: “Medellín é um projeto coletivo de vida e a capacidade de sonhar todos os dias”.

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