POR DENTRO DA FBV

“O digital é como o ar, só vamos notar quando faltar”, afirmou Walter Longo

O CEO da Unimark conversou com o público na manhã desta quinta-feira (30) no Centro de Eventos da Fiergs

“Gestão nada mais é do que saber dividir nosso tempo sabiamente entre pendência e tendência”, salientou o CEO da Unimark Comunicação e empreendedor digital, Walter Longo, na 7ª Feira Brasileira do Varejo. O autor do livro Marketing e Comunicação na era Pós-Digital, ministrou a primeira palestra da manhã, Gestão na Era Pós-Digital.

No decorrer da apresentação, Longo apontou as mudanças de comportamento da sociedade e como o varejo precisa adaptar-se às transformações. Para o CEO, nunca foi tão importante questionar hierarquias, rever conceitos e quebrar paradigmas. As mudanças, segundo ele, são acompanhadas pela excitação e pelo medo. “Ficamos excitados com o novo, mas também temos medo do que vem pela frente. Quando começamos na era digital, os dois sentimentos nos acompanharam. Mas essa fase de era digital já é passado”, reiterou. Longo considera que a sociedade vive em uma era pós-digital. “Já vivemos de maneira natural a internet. Estamos conectados o tempo inteiro”.

Walter Longo destacou que o varejo precisa adquirir uma alma digital e não se preocupar apenas em armas digitais. “Todo mundo quer ter um site, seguidores e curtidas nas redes sociais. Mas alma digital é muito além de incorporar armas. É estabelecer espírito nas concepções, nas relações, no processo e na gestão”, disse. Entre alguns aspectos, o palestrante ressaltou que é necessário rever estruturas de autoridade e comando, dar autonomia para as bases, criar modelos colaborativos, trocar custos fixos, entre outros. “A alma digital é mais uma questão de ótica do que de fibra ótica. Não é investimento em tecnologia, mas sim em atitude”.

Para atuar no novo cenário, o CEO afirmou que é necessário esquecer tudo o que já foi aprendido até então: “A grande qualidade daqui para frente será a capacidade de desaprender para depois aprender”.

O palestrante levantou quatro aspectos que as empresas precisam entender e colocar em prática para adaptarem-se às transformações da era pós-digital. A primeira delas é entender que a sociedade vive em um mundo efêmero, na qual as novas gerações são uma resposta a este momento. “Estamos na era das relações fugazes. E essa visão traz um novo comportamento. Ao invés de questionar a geração, é necessário entender que eles vivem em mundo que se altera constantemente”. A efemeridade leva à necessidade de uma gratificação, apontou o palestrante. No varejo, isto se exemplifica nas gratificações instantâneas, isto é, o cliente compra e a loja entrega em questão de horas, não mais de dias ou até meses. “Enquanto o varejo não entender que a gratificação instantânea tomou conta do mercado, não vai dar certo. Não adianta continuar pensando com a premissa de antigamente”, ressaltou.

O segundo ponto, para Longo, é que as empresas devem, sim, mexer em time que está ganhando e mudar as formas de gestão. “É necessário mudar a mentalidade da coisa estática e imutável, para algo mais dinâmico que está permanentemente em reavaliação”, informou. Para ele, não são as grandes empresas que serão as vencedoras, mas sim as que fazem mais rápido.

Outro aspecto, segundo o palestrante, é criar relações individuais com os clientes. As técnicas e abordagens de marketing e relacionamento precisam ser revistas. “Há um conceito de sincronicidade: não basta saber quem a pessoa é, mas também o momento da vida em que ela está”, disse. Além de coletar dados, o mais importante é investir em comportamento e informações temporais. “Cada cliente está em uma fase diferente de relacionamento com determinada marca e produto. Isso exige uma abordagem distinta para cada caso”, argumentou. Para Longo, o maior erro das empresas é interagirem de maneira única e genérica em um público que é diverso. “O Big Data é isto, um novo mundo onde conheço as pessoas e sei não apenas quem elas são, mas o que está acontecendo com elas a cada minuto”. Segundo o palestrante, a internet mimou as pessoas, e a partir de agora elas desejam um atendimento personalizado, para o qual as empresas precisam se adaptar. “O varejo tem que entender que estamos trabalhando em uma nova mentalidade e que isso irá demandar uma nova forma de relação”.

Por fim, as empresas precisam contar com mulheres em cargos de decisão. Segundo Longo, os homens são analógicos e as mulheres são digitais. “A nova economia pede que as empresas tenham um senso de comunidade e trabalhem de forma colaborativa. E o desejo masculino é viver em ambientes que criam estruturas piramidais, que geram competição e incentivam pelo desempenho individual”, explicou.

Longo metaforizou que as companhias devem inspirar-se em um circo para adquirir a alma digital. Para ele, nenhuma empresa se move tão rápido quanto o circo: diminui o mercado, pois eles colocam a empresa em cima do caminhão e se mudam. Os circos contam com funcionários versáteis, que têm coragem e possuem uma alma interativa, que têm o prazer de se relacionar com o público. “Precisamos absorver a alma mutante, efêmera, mágica e colaborativa. Assim poderemos afirmar que adquirimos uma verdadeira alma digital”, finalizou.

 

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