POR DENTRO DA FBV

“O desafio é levar uma nova maneira de pensar o negócio”, afirmou Gustavo Schiffino, em palestra na FBV

O head de transformação digital da 4All apresentou novos modelos de negócios para enfrentar a transformação

O primeiro dia da Feira Brasileira do Varejo, promovida pelo Sindilojas Porto Alegre, contou com a palestra Era digital: oportunidade ou ameaça?. O mentor do Pier X, curador do Websummit e head de transformação digital da 4All, Gustavo Schiffino, apresentou ao público o que as empresas devem fazer para não serem engolidas pela era digital e transformarem os desafios em oportunidades.

Schiffino afirmou que as empresas precisam entender que as lojas não devem mais ser pensadas como um ponto de venda, mas sim, como um ponto de serviço e experiência. “Já caiu a ficha das empresas que o cliente não paga apenas com o dinheiro? Que tempo e esforço são moedas ainda mais relevantes?”, questionou.

O empreendedor frisou que o varejo atualmente é movido por dados. “Mas não adianta ser uma empresa voltada para dados se não estou resolvendo o problema da sociedade”, apontou. Para Schiffino a tecnologia não soluciona problemas, ela é um meio que potencializa para a resolução. Assim como a cultura dos dados precisa estar implementada, o conceito H2H – Human to Human também. “A empresa precisa ser feita de pessoas para pessoas. A organização só faz sentido se eu olhar para gente”, salientou.

“Se tivermos os três elementos – resolução de problemas, cultura de dados e H2H -, já conseguimos transformar o que é um risco em uma grande oportunidade”, disse o head da 4All. Entretanto, complementou que além de saber, é necessário agir.

Para efetivar os conceitos, segundo Schiffino, as empresas precisam transformar os pontos de venda em pontos de marketing. “O ponto físico nunca foi tão importante. Mas não podemos mais pensar a loja para vender um produto, é preciso vender a marca, os ideais da empresa, uma experiência”, explicou. “Minha loja de roupas pode ser uma cafeteria”, explicou. Para Schiffino, o padrão de lojas tradicionais, com vitrine, caixas, estoques já está fadado. A ideia é que as empresas vendam tudo o que faz sentido para o negócio, não um produto específico. “Podemos oferecer tudo o que faz sentido seguindo os nossos propósitos, e que resolvam os problemas”, disse.

Por fim, o palestrante informou que a transformação digital não é algo assustador. “Não é sobre especificamente usar a tecnologia, mas pensar de um jeito diferente, pensar numa cultura de dados”, assegurou. “As coisas mais importantes da vida não mudam: queremos mais saúde, educação, segurança para nós e para quem está à nossa volta. É necessário ser feita uma transformação por gente e para gente e estaremos preparados para enfrentar o tsunami da era digital”, finalizou.

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