POR DENTRO DA FBV

Jae Ho Lee compartilha segredo do sucesso do Grupo Ornatus: “Nós pensamos com cabeça de startup todos os dias”

Jae Ho Lee apresentou o case da Morana na manhã do último dia de Congresso na 7ª Feira Brasileira do Varejo

O sócio fundador do Grupo Ornatus, Jae Ho Lee, subiu ao palco do Congresso Brasileiro do Varejo na manhã do último dia de palestras, durante a 7ª Feira Brasileira do Varejo, para apresentar o case da rede de franquias de acessórios Morana. Com o tema “Morana: um case de sucesso e os desafios de empreender no atual cenário sociopolítico-econômico do País”, Lee destacou o que aprendeu em seus 27 anos de experiência com franchising, além das competências necessárias para desenvolver empresas em meio a transformação digital.

A Morana foi fundada em 2002, em um cenário de crise. “A marca nasceu em uma incerteza total”, disse Lee. No entanto, contou com o acaso do processo sociopolítico brasileiro com o estabelecimento da política de crédito. “A época dourada veio junto com o empoderamento da mulher, sua inserção no mercado de trabalho e seu poder de compra – nós criamos uma marca relevante para essa consumidora”, destacou o líder do Grupo Ornatus.

Segundo Lee, as mudanças do mercado pedem reposicionamentos. “As competências para colocar uma marca em pé são diferentes das para multiplicá-la”. Por isso, a Morana estuda a nova mulher que consome os produtos da rede. “Personificamos a marca e definimos para quem a gente trabalha”, explicou. E complementou: “o foco está na nossa cliente, na jornada e experiência dela”.

Apesar da principal cliente ainda ter o perfil de uma executiva de 35 anos, a Geração Z – formada por jovens que nasceram na Era Digital, já representa 40% dos consumidores da Morana. Essa geração apresenta peculiaridades que Lee caracteriza como mais conectada, informada, que busca conveniência, preço justo, impaciente, mais preocupada com o planeta do que com o fim do mês. “Esse novo consumidor não quer pagar pela posse, quer pagar pela experiência”, afirma.

Essa geração faz parte do mundo VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo, e Lee aponta que, para atendê-la, as competências do passado não são suficientes: “as competências que nos trouxeram até aqui não vão nos levar para os próximos cinco anos”. Por isso, a Morana aposta em estratégias de inovação. “Nós pensamos com cabeça de startup todos os dias. A gente faz diferente e, se precisar, fecha e começa algo novo”, concluiu.

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