Lojas físicas precisam se reinventar para atrair consumidores

Tendo acesso a um mundo de produtos através de apps com entregas cada vez mais rápidas, as pessoas não querem gastar seu tempo comprando commodities na loja física, elas precisam de algo que faça valer a pena seu deslocamento. Sérgio Herz, CEO da livraria cultura, entende que a loja física tem uma nova vocação – “a experiência deve ser o core do negócio, senão não tem sentido entrar numa fila para pagar um produto.”

A Livraria Cultura, por exemplo, busca criar entretenimento através de novas descobertas e da informação. Em 2016, a empresa fez 4 mil eventos em 17 pontos de venda. Eles criaram cozinhas dentro das lojas, onde os chefs ensinam os visitantes. Trouxeram restaurantes para dentro das lojas, cobrindo o custo do aluguel e aumentando o fluxo e a retenção na loja. Enquanto aguardam mesa, os visitantes passeiam pela loja. Eles também realizam cursos, shows e até casamentos dentro das livrarias. Segundo Sérgio Herz, toda essa experiência tem custo, mas tem o poder de criar um engajamento real com a marca.

“A última coisa que estou preocupado numa loja física é vender um livro. Muito mais que vender produto, estamos tentando vender a experiência de descobrir, de provocar, de questionar com informação.” Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura

Para Alberto Serrentino, as lojas físicas continuarão a existir enquanto os consumidores quiserem comprar nela sem precisar. A loja vai ter que oferecer aquilo que o mobile não oferece, vai ter que encantar muito mais, entregar muita experiência e inspiração e retirar atrito dos processos de compra. O lojista tem que deixar de vender produtos, commodities e entregar soluções. Serviços e personalização são fatores cada vez mais importantes na loja física.

Para uma experiência completa é muito importante a integração da loja física ao mundo digital. Rafael Terra, CEO da Fabulosa Ideia, dá uma dica para fazer a união on-line/off-line e engajar os clientes – criar espaços selfies. Ele diz que o lojista pode colocar uma frase no provador “E aí, ficou bonito seu novo look? Publique no Instagram com a hashtag tal…”.

Segundo ele, as pessoas só precisam de um motivo para compartilhar a sua marca. O especialista em marketing digital cita outro exemplo de integração do físico e do virtual. A Vinícola Aurora inseriu QRcode nos rótulos dos vinhos, quando o consumidor escaneia, aparece o sommelier dizendo com qual prato aquele vinho harmoniza.

Gostou do material? Você pode ler o conteúdo completo que foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, a partir das palestras apresentadas no Congresso Brasileiro do Varejo, durante a FBV 2017. Clique aqui e faça o download gratuito.

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